Tópico 01: Amor, Humildade, Fé nos Homens, Esperança e um Pensar Crítico.
Questões:
? Como relacionar cada trecho acima com a EAD?
? Como pensar em diálogo em um ambiente virtual?
? O diálogo falado por Paulo Freire pode ser aplicado durante as interações?
? Você aplica esses pilares em suas práticas pedagógicas?
No Diário de Bordo (Blog), compartilhe exemplos de cada um dos elementos (amor, humildade, fé nos homens, esperança e um pensar crítico). Escreva situações reais ou algo que tenha chamado atenção sobre os elementos de dialogicidade de Paulo Freire.
A dialogicidade em todo e qualquer processo de ensino-aprendizagem é condição sine qua non e Paulo Freire demonstra essa condição com a maestria que lhe é peculiar. E a questão da dialogicidade na EaD é importantíssima, pois quebra o paradigma de que Amor, Humildade, Fé, Esperança e Pensar Critico só são possíveis no trabalho face-a-face.
Se nos é possível tais elementos no processo presencial, não poderia ser diferente no processo à distância, pois tais elementos são próprios do ser humano. E, no trabalho à distancia quem faz são pessoas. O que nos cabe perguntar é como esses elementos podem ser identificados nesse tipo de trabalho. E o texto sobre a dialogicidade de Paulo Freire vem pontuar condições identificadoras de tais elementos. Conforme transcrito abaixo, do texto de Priscila Barros David, José Aires de Castro Filho:
· Afetividade (amor1): a mensagem contém elementos lingüísticos e/ou paralingüísticos (expressões não-lingüísticas que traduzem os sentimentos dos interlocutores. Ex.: emoticons) que representam um discurso baseado no respeito mútuo entre os interlocutores.
· Simetria discursiva (humildade): a mensagem reflete uma igualdade de papéis entre os participantes (alunos e tutor), ou seja, o discurso não possui conotação de superioridade ou de inferioridade.
· Valorização da autonomia (fé nos homens): as mensagens do tutor representam um incentivo à livre expressão dos alunos, estimulando suas contribuições com o ato educativo, propondo questões desafiadoras, solicitando explicações etc.
· Exercício da autonomia (esperança): a mensagem do aluno revela o interesse pelo aprofundamento dos conhecimentos, contendo elementos que atestam a sua postura proativa na busca de subsídios para enriquecer o debate.
· Reflexividade crítica (pensar crítico): o interlocutor demonstra fazer uma reflexão quanto ao seu próprio processo de aprendizagem e/ou sobre as produções dos demais participantes. A mensagem possui elementos argumentativos, contra argumentativos, questões, e a inclusão de elementos novos no debate.
Depois de ler o texto “Dialogicidade em práticas interativas da área de exatas” fica mais identificar esses elementos na nossa prática, como por exemplo, quando instigamos os alunos nos fóruns, chats favorecendo o pensamento crítico e autonomia, quando nos colocamos reflexivos também, aprendendo com os alunos e não como donos da verdade.
Essa questão e o texto da dialogicidade estão sendo de muita importância para quebrar certos paradigmas.
Júlia,
ResponderExcluirComo você ressaltou, não pode haver uma hierarquização no processo educativo, na qual o professor é o detentor de conhecimento e o aluno deve, apenas, “receber” as informações sem questioná-las, sem ter um posicionamento crítico sobre o assunto em estudo.
Abraços,
Ana Keyla.