domingo, 12 de junho de 2011

Paulo Freire e o Diálogo

Refletindo com Paulo Freire:

Como posso dialogar, se alieno a ignorância, isto é, se a vejo sempre no outro, nunca em mim?

Como posso dialogar, se me admito como um homem diferente, virtuoso por herança, diante dos outros, meros "isto", em que não reconheço outros eu?

Como posso dialogar, se me sinto participante de um "gueto" de homens puros, donos da verdade e do saber, para quem todos os que estão fora são "essa gente", ou são "nativos inferiores"?

Como posso dialogar, se parto de que a pronúncia do mundo é tarefa de homens seletos e que a presença das massas na história é sinal de sua deterioração que devo evitar?

Como posso dialogar, se me fecho à contribuição dos outros, que jamais reconheço, e até me sinto ofendido com ela?

Como posso dialogar se temo a superação e se, só em pensar nela, sofro e definho?

Estes questionamentos foram realizados por Paulo Freire, impelindo ao homem dialogar, sair de si, quebrar todo paradigma, sair de um pedestal e viver em igualdade.

Definindo e utilizando os pressupostos do diálogo, referenciados em Freire, que aponta o sentido da comunicação entre educador e educando, através do amor, humildade, fé nos homens, esperança e pensar crítico:

- amor: usar ferramentas de comunicação, querer bem aos educandos, educador é um formador, apresentar fortes traços de comunicação.

- humildade: aceitar o outro, saber ouvir, respeitar a idéia e pensamento do outro, redefinir papéis de professor e aluno, aprender junto, troca interativa.

- fé nos homens: poder de fazer e refazer, criar e recriar, acreditar no potencial do outro, não cercear a liberdade de expressão.

- esperança: busca eterna através da comunicação, poder de criação.

- pensar crítico: refletir sobre a realidade em atitude de não conformidade, lutar contra o processo de desumanização.

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