Nas minhas experiências com o EaD pude presenciar, em várias ocasiões, os pilares da comunicação que norteia a “Pedagogia do Oprimido” defendida por Paulo Freire. Ainda na minha fase de preparação, quando realizei o curso de formação inicial de tutores da UAB UFC Virtual, vivenciei claramente a simetria discursiva na forma como o Tutor se expressava e se colocava nos momentos de interação e desenvolvimento da disciplina, sempre considerando os argumentos dos alunos na busca do aprofundamento dos diálogos que aprofundavam os conteúdos.
Já no que se relaciona a afetividade, ainda no contexto do meu curso de formação, pude perceber esse pilar na forma cuidadosa como o meu Tutor selecionava as palavras em seu discurso e, ainda, quando ao final de suas mensagens nos cumprimentava com um “Fraterno Abraço”, expressão que passei também a adotar em minhas mensagens.
Na valorização da autonomia, posso apresentar como experiência a minha participação como Tutor nas disciplinas, nos Fórum e debates procuro sempre iniciar os diálogos com uma pergunta para em seguida desenvolver o tema e após a tempestade de idéias finalizar com uma reflexão que remeta a um questionamento.
No exercício da autonomia nos alunos é fundamental o incentivo a pesquisa, isso pode ser potencializado quando o educador baseia seu discurso em elementos que possuem uma base cientifica robusta e ao mesmo tempo pode este pode ser vislumbrado na prática diária, a associação ou demonstração de fatos que são cientificamente provados a eventos que ocorrem no dia-a-dia das pessoas desperta um significativo senso crítico, isto confirma as suposições ou refutam verdades absolutas, incentiva a curiosidade e trazem um prazerosa recompensa à pesquisa.
Finalmente, para a prática da reflexividade crítica a prática do incentivo a pesquisa, a demonstração que por várias vezes no decorrer de nossa história humana diversas verdades tidas como absolutas e inquestionáveis foram contraditas e refutadas. Neste sentido o educador precisa desenvolver a capacidade de gerador de motivação, só quando o aluno acredita verdadeiramente no potencial que ele pode desenvolver é que este exercita o seu pensar crítico.
Fraterno abraço a todos!
Severino Júnior
Severino,
ResponderExcluirMuito interessante essa relação que você fez dos pilares de Paulo Freire com a sua vivência tutorial, são sugestões bastante valiosas para o processo de ensino-aprendizagem na EaD.
Abraços,
Ana Keyla.